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(20/02/2026) A Diretoria de Competições (DCO) da Federação Mineira de Futebol FMF), no uso de suas atribuições, e em atenção ao Ofício n. 08/2026 enviado pelo North Esporte Clube, presta os seguintes esclarecimentos:
1. A Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol de Minas Gerais (CEAF-MG) prestou todos os esclarecimentos ao North Esporte Clube em reunião virtual realizada no dia 16/02/2026, inclusive sobre a agora reclamada invasão de campo no reinício do jogo;
2. Tendo em vista a solicitação de resposta por escrito, os referidos esclarecimentos seguem anexados a este Ofício, em documento subscrito pelo Presidente da CEAF-MG;
3. Tais esclarecimentos deixam clara a inexistência de erro de direito, ausência de nexo causal imediato com o lance do pênalti, a irrelevância do erro procedimental para o resultado da partida e a impossibilidade de checagem do lance, conforme protocolo do VAR; 4. Diante disso, a Diretoria de Competições (DCO) da Federação Mineira de Futebol (FMF) informa que não há qualquer conduta que justifique a instauração de procedimento administrativo ou aplicação de medidas disciplinares à equipe de arbitragem;
5. Por fim, a FMF ressalta que confia plenamente na integridade e competência dos árbitros que integram o seu quadro. Filosofia: “Mínima Interferência – Máximo benefício” Em atenção ao Ofício 08/2026, que requer providências acerca de suposta violação à Regra 8 na partida de 14.02.2026, a Federação Mineira de Futebol vem, por meio deste, apresentar os esclarecimentos técnicos e a análise fundamentada da referida jogada. “De forma geral, e parecida com a filosofia de ‘incidente sério perdido’, o VAR somente deve se envolver quando um incidente/erro do árbitro foi óbvio o suficiente para ter causado um comentário/reação/discussão notável e praticamente imediato.” (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL, 2021, p. 10). “Os reinícios não são revistos porque as Regras do Jogo não permitem que uma decisão de reinício seja alterada uma vez que o jogo tenha reiniciado. Os reinícios incorretos não são revisáveis porque não são situações de mudança de rumo da partida e devem ser detectados pelos membros da arbitragem de campo.” (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL, 2021, p. 45). REFERÊNCIAS: CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Árbitros assistentes de vídeo – VAR: manual de implementação em competições oficiais. Versão 8. Rio de Janeiro: CBF, 2021. ANÁLISE DA JOGADA ESPECIFICA - AMÉRICA X NORTH NÃO TIVEMOS LIGAÇÃO DIRETA DO REINÍCIO ATÉ O GOL No reinício do jogo, após o gol da equipe do North, a bola foi tocada para trás e o goleiro, após recebê-la, permaneceu na sua intermediaria defensiva onze segundos com a bola e na sequência a lançou. Após o lançamento, a equipe do North estava organizada defensivamente, com todos os atletas posicionados em seu campo e plenamente atentos ao desenvolvimento da jogada, sem qualquer elemento surpresa. Na área da equipe defensora (North) tivemos uma disputa clara de bola e uma nova ação deliberada em que o defensor, com pleno domínio, tira a bola de cabeça das imediações da área penal. Na sequência, a equipe atacante (América) novamente cabeceia a bola em direção à área com a defesa permanecendo totalmente postada. Somente após toda a narrativa acima, o atleta do América sofre o pênalti. Sendo assim, entende-se que houve uma nova fase e nesse caso, o reinício de jogo, em que o atleta da equipe do América estava no campo adversário deixa de ter relação direta com o pênalti. Pelo protocolo do VAR, a revisão de um gol considera apenas a fase de ataque imediatamente ligada ao gol. Se não houver essa conexão direta, o lance anterior não entra mais na checagem factual para anulação. Se o gol não nasce de forma contínua e direta desde o reinício, e há nova fase ou ação deliberada do adversário, não há mais nexo causal para a revisão daquele momento inicial. Com relação à Regra 8 – O Início e o Reinício de Jogo, não tivemos incidente/erro óbvio por parte do árbitro de campo e de sua equipe de arbitragem. Houve um equívoco de procedimento, e esse fato trata-se de situação fora das categorias de revisão: pequeno erro técnico, sem impacto em APP1, e incidente de jogo não enquadrado nas hipóteses do protocolo VAR.
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